Quarta-feira, 13 de Junho de 2007

Entrevista: Juliana Paes!

Na recta final de Pé na Jaca, qual a importância desse trabalho para a sua carreira?
Esse trabalho foi muito enriquecedor para mim. Pela primeira vez pude fazer uma mulher de verdade, que é batalhadora, guerreira, honesta, fiel e leal aos seus amigos. Ela é uma mãezona que gosta de tomar conta das pessoas que ama. O melhor de fazer Pé na Jaca foi que tive a chance de interpretar a mocinha. As pessoas costumam dizer que o bom é fazer o vilão, mas não sei se penso bem assim. Porque quando você faz a mocinha, vê as pessoas se comovendo pelo seu drama, inclusive o restante do elenco. Às vezes, a trama passa a girar em torno do seu drama. É bom sentir as pessoas envolvidas com a sua história porque você sente que está fazendo bem o seu papel. Foi sensacional.

Houve atraso na entrega dos capítulos. Que problemas isso acarretou?
A novela foi superbarra-pesada e estou bem cansada. Mas essa coisa de às vezes trabalhar 12 horas por dia não me estressa. Foi um exercício gostoso. Vi que, mesmo recebendo o texto em cima da hora, eu era capaz de decorar e levar aquilo em frente.

Ao contrário de novelas anteriores, em que seus personagens tinham um lado cômico, em Pé na Jaca o seu papel foi mais dramático. Mostrar-se de uma maneira mais séria no vídeo foi bom ou ruim?
A novela só me rendeu elogios. Tanto por parte dos colegas quanto pela imprensa. Quando você emenda um trabalho no outro, as comparações parecem inevitáveis. Mas sinto que todo mundo ficou muito satisfeito com a Guinevere que compus. Acho que consegui ser verdadeira na maneira de interpretá-la e só tive boas surpresas comigo mesma. Pegava uma cena e conseguia me emocionar rapidamente. A gente só tem essas emoções à flor da pele quando o personagem está muito bem construído. Eu me surpreendi porque vi que é fácil fazer a mocinha sofredora sem passar uma imagem de chata.

No início você tinha receio de não conseguir transmitir toda essa emoção que a história da personagem exigia?
Emoção eu tenho para dar e vender, mas nunca tinha tido a chance de colocar isso em uma personagem. Tive cenas dramáticas em outras novelas mas não era o teor principal das histórias. A verdade é que sempre esperei uma oportunidade como essa e fiquei feliz com o resultado.

Antes de interpretar a Guinevere, seus personagens também tinham a forte marca da sensualidade. Você acredita que o facto de ser uma mulher bonita limitou sua carreira até aqui?
Ser bonita nunca é algo que atravanca as coisas, mas as pessoas sempre esperam um pouco mais da mulher ou do homem bonitão. É óbvio que a beleza traz visibilidade e abre portas. Mais difícil do que começar, no entanto, é continuar. Por isso conta muito o seu comportamento, sua disciplina, o seu comprometimento com o trabalho. Desde que comecei, consegui fazer personagens diversos porque acho que perceberam que eu era capaz de encarnar diferentes tipos. Isso tem a ver com o meu jeito de ser. Sou brincalhona, não tenho timidez para nada. Os outros reparam que essa característica pode ser usada de diferentes formas. Nenhum actor quer fazer o mesmo tipo de personagem, mas às vezes calha disso acontecer. Busco sempre diversificar para ser desafiada de alguma forma. No trabalho temos de provar para nós mesmos que podemos fazer diferente.

Mesmo sendo uma actriz jovem, você demonstra serenidade para lidar com uma carreira tão competitiva como a de actor. De onde vem toda essa segurança?
A minha criação e a minha religião me ajudam muito. Tenho um pai e uma mãe que são muito simples e sempre me fazem manter os pés no chão. Minha família me traz para a realidade. Eles me ensinaram a não temer as coisas. Sempre falo de igual para igual com todo mundo. Sou como sou com presidente dos Estados Unidos ou com o papa. Sou espírita e para mim, realmente, todas as pessoas têm o mesmo valor. Nunca precisei me policiar para não me deslumbrar com o mundo artístico porque meus pais sempre foram muito batalhadores e eu também comecei a trabalhar muito cedo. Aos 12 anos, eu já fazia comerciais e me acostumei com as câmaras. Também nunca fui tiete de ninguém. Gosto de tocar nas pessoas enquanto falo e esse mundo da televisão nunca foi um mito para mim.

Você tem essa mesma tranqüilidade e jogo de cintura para lidar com o assédio do público e da imprensa?
A verdade é que tudo o que a gente vive aqui é um circo. A gente vem, grava e chega na casa das pessoas. Nesse show, cada um tem o seu papel. O actor, o jornalista e o público. Quanto mais serenamente cada um desempenhar o seu papel, melhor. Quando estou em um lugar e vejo que as pessoas querem se aproximar para conversar ou fazer foto, não posso me comportar mal. Sou uma pessoa pública e não há como fugir disso. Se eu quiser que seja diferente, tenho de me mudar para outro país. Quando não quero posar ou falar, evito algumas situações. Não vou a uma pré-estréia de filme, por exemplo, porque sei que a imprensa vai estar lá. Manter essa relação saudável é melhor para mim.

Da maneira como você fala, parece que tudo é óptimo na sua vida profissional. Qual é o lado ruim de toda essa história?
Não consigo ver nada chato na minha profissão a não ser a cobrança em relação à minha vida pessoal. E olha que eu sou superaberta, mas sempre querem fuçar tudo. Essa condição de sempre ter de falar um pouquinho da vida pessoal para não parecer chata é difícil. Não sou obrigada a falar, eu sei, mas às vezes solto alguma coisa para não parecer "mala". Quando mentem sobre mim dá um desgosto profundo e até vontade de chorar. As pessoas perdem a noção e não sabem o quanto eu batalhei para estar onde estou. E também esquecem de que você tem família. A minha é superconservadora e, quando soltam alguns comentários, fica uma situação chata. Procuro sempre ser tão legal que sinceramente acho injusto quando fazem fofoca a meu respeito.

 

 

fonte: Terra

publicado por . às 14:13
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